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WCCI #19

O último episódio do seu podcast feminista está no ar!

Para fechar com chave de ouro a trajetória do We Can Cast It!, Aline e Gizelli convidaram várias mulheres incríveis para falar de outras mulheres incríveis: personagens femininas marcantes e que lições de empoderamento elas passaram.

Nos deram a honra de sua participação as lindas:

- Laís Rangel, do Apaixonados por Séries.

- Thais Campolina, do Ativismo de Sofá.

- Flávia Simas, do AfroLatina.

- Patrícia Guedes, das Blogueiras Feministas.

- Sybylla, do Momentum Saga.

- Juliana de Faria, do Think Olga.

- Jarid Arraes, da Revista Fórum.

Tudo ao som de:

  • When you’re gone - The Cranberries
  • Je ne regret rien - Édith Piaf
  • Feeling Good - Nina Simone
  • No Man’s Woman - Sinead O’Connor
  • How to be a heartbreaker - Marina and the Diamonds
  • Diferente (instrumental) - Gotan Project
  • Hand in my pocket - Alanis Morissette
  • Maria Maria - Elis Regina
  • Try Again - Aaliyah
  • Get me bodied - Beyoncé
  • Dog days are over - Florence and the Machine
  • Survivor - Destiny’s Child
  • Lovesong - Tori Amos
  • Esquadros - Adriana Calcanhoto
  • Better Off - Haim
  • I will survive - Gloria Gaynor
  • How soon is now? - T.a.T.U.
  • Dream a little dream of me - Ella Fitzgerald
  • No scrubs - TLC
  • On & on - Erykah Badu
  • Eu vou ficar aqui - Elza Soares
  • À francesa - Marina Lima

Gostou? A trilha sonora completa você ouve aqui: http://8tracks.com/aline-valek/despedida-we-can-cast-it

Faça o download do episódio aqui.

Agradecemos a audiência e esperamos que você goste deste programa, que está especial. Se sentir saudades, lembre-se que sempre pode voltar e ouvir, compartilhar e baixar todos os episódios ;)

Beijos feministas,

Aline Valek & Gizelli Sousa.

Parece que o Conselho Regional de Psicologia do Paraná tomou uma atitude e cassou o registro de psicóloga da Marisa Lobo. Finalmente, tiraram dela a permissão de tratar como psicologia sua pregação religiosa e seu apoio a ‘cura gay’ que falsamente chamar de “liberdade das pessoas de não querer viver essa vida”. Ela exerce a profissão de forma desonesta, usa de eufemismos para distorcer a verdade, além de considerar tolerância religiosa falta de fé. A pseudo-psicologia-cristã teve esta semana sua baixa. Agora é esperar que o CRP/RJ seguia o exemplo e casse o Malafaia.

"A beleza de pesquisas como a do Ibope, que mostra que a maioria (60%) do povo é a favor de pastor responder por crime de homofobia, é derrubar visões simplistas e taxativas como “o Brasil é homofóbico”.
Não, o Brasil esteve homofóbico e ainda está mais em alguns lugares que em outros. Mas o Brasil é um vagão num trem maior que é a cultura ocidental, onde o falso consenso da homofobia está lentamente se dissipando. Isso é motivo para continuar fazendo o que já foi feito, intensificar a educação informal da população. Nós somos alunos eternos e a maioria de nós passa uma fração muito pequena da vida na educação formal. Tudo o que vem depois, que ocupa nossas memórias enquanto o que lembramos da escola vai diluindo e mutando, é (ou deveria ser) educação informal.
Por isso ativismo eficiente é ativismo didático e educativo, e não enfiar uma cruz onde o sol não bate em praça pública, esperando que a população decifre sua iluminação esfíngica e conceitual de arte “transformadora”. E sim, eu posso fazer essa crítica, qualquer um pode, sendo ou não do grupo x ou y. Não se decide quem tem razão com “oprimômetro” em que o mais oprimido é o mais dotado de razão… Esta é uma tese tão popular quanto errada, e por isso mesmo a denuncio: está corroendo o racionalismo de dentro do meio que mais fala em mudança social.
Faço questão também de dissipar esse maniqueísmo de “opressor versus oprimido”, aliás, com meu exemplo pessoal: o pior “bully” (para usar os anglicismos que a Debora Diniz com certa razão detesta) que tive na escola hoje atua belamente como drag queen. Seria esta pessoa uma beneficiária subreptícia de “privilégios”? Por coisas assim o jargão que se espalha no Facebook, que se afasta da análise de casos concretos e se aproxima de um martelo conceitual para tudo o que pareça prego, tem me cansado demais.
Prevejo que todas as pessoas que falam contra transfobia, homofobia, lesbofobia e bifobia com didática e intenção de realmente educar as pessoas, e é claro se educar também, colherão os louros de mais guinadas na opinião pública no Brasil e em outros países a favor de grupos historicamente excluídos. A opinião pública dos EUA sobre casamento gay, por exemplo, virou de ponta-cabeça em dez anos. Já ativista que acha que está numa guerra, que precisa virar uma metralhadora de fogo amigo contra outros ativistas e denuncismo social obsessivo, vai colher isso aqui:
“Os participantes [deste estudo] tinham estereótipos negativos de ativistas (feministas e ambientalistas), independentemente do domínio do ativismo, vendo-os como excêntricos e beligerantes. Além disso, esses estereótipos reduziram a propensão dos participantes de se associar a ativistas ‘típicos’ e, ao fim, de adotar os comportamentos que esses ativistas promoviam. Os resultados [desta pesquisa] indicam que os estereótipos e os processos de percepção de pessoa mais geralmente têm um papel em criar RESISTÊNCIA à mudança social.”
Nadia Bashir (Universidade de Toronto) e colaboradores. “The ironic impact of activists: Negative stereotypes reduce social change influence”. European Journal of Social Psychology. 2013. http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/ejsp.1983/abstract
Em outras palavras, quem espera pela “revolução” como quem espera pela volta do Messias e não tem nem um pouco de interesse em educar (e educação pressupõe uma visão crítica, ao máximo baseada em argumentos e evidências, e não repetição infinita de jargão), está condenado pelo viés da confirmação, um viés cognitivo comum, a se ver realmente cada vez mais segregado, não só por preconceitos e ‘fobias’ sociais: mas também por seu comportamento insuportável."

— Eli Vieira
https://www.facebook.com/1423657476/posts/10203226375126543

"Nós nascemos apenas uma vez; é impossível nascer duas vezes e é necessário não mais existir eternamente [após a morte]. Mas você, embora não seja mestre do amanhã, descarte a fruição. A vida é gasta pela procrastinação e cada um de nós morre sem tempo suficiente nas mãos."

Epicuro de Samos

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GRAVIDEZ E PARTO:
Mães e profissionais relatam a desumanização do parto 
Uma em cada quatro mulheres sofre violência no parto 
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"…quando dizemos ‘os outros’, nunca devemos perder de vista que nós próprios, quem quer que sejamos, somos também ‘os outros’ para todos os outros."

(Amin Maalouf em “O Mundo em Desajuste”)

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